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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Stream na Twich tenta jogar Dark Souls

Um dos acontecimentos no mundo dos games mais importantes do ano passado foi o Twich Plays Pokemon, onde os viewers de uma transmissão ao vivo, jogaram o game Pokemon Red através de comandos de texto postados no chat da Twich. O experimento teve um pico de audiência de mais de 80 mil pessoas assistindo, das quais cerca de 10% estavam jogando de fato. A stream começou no dia 22 de fevereiro e o game foi concluído 16 dias depois.

Um dos fatores que contribuíram para o sucesso do experimento foi o jogo escolhido, que por ser um jogo de rpg com batalhas em turnos, mesmo que fosse depois de várias horas, avançar no game era inevitável.

No entanto o game da vez é Dark Souls, conhecido por ser um dos jogos mais difíceis da atualidade, onde durante as batalhas o player precisa ser ágil para se esquivar dos inimigos e atacar no tempo certo, que muitas vezes matam o player com um único hit.

A chance de as pessoas conseguirem completar o game é quase nula, tanto que o nome da transmissão é: “Can Twich Plays Dark Souls? ”. Por volta 00:00 de hoje os players conseguiram passar pelo primeiro boss desviando dele e não o enfrentando para chegar na bonfire (o checkpoint do jogo).

Agora só nos resta também tentar ajudar e nos juntarmos as mais de 4000 pessoas que estão enfrentando esse desafio praticamente impossível.

Rodrigo Silveira


terça-feira, 21 de julho de 2015

Virtual Boy completou 20 anos!


Há 20 anos atrás no dia 21 de julho de 1995, a Nintendo lançou o Virtual Boy, um console de realidade virtual, custando $179.99. O aparelho consistia em um óculos especial que seria capaz de proporcionar experiências de realidade virtual nunca foram feitas antes. Desenvolvido por Gunpei Yokoi, famoso designer da Nintendo, mais conhecido como o criador do Gameboy e do seu predecessor o Game & Watch, o Virtual Boy também veio com a proposta de ser um videogame portátil. O problema era que o seu design era mais propício para ser apoiado sobre uma mesa do que para ser jogado ao ar livre.

No quesito jogos o Virtual Boy também não foi muito bem, tendo somente 22 jogos. Alguns dos jogos como Jack Bros eram até bons, mas o fato de serem de um console com uma péssima interface não ajudou. Já outros títulos como por exemplo Red Alarm um game de naves como Star Fox, eram infinitamente inferiores. O game era monocromático em vermelho assim como todos os games do Virtual Boy, mas pelo menos nos outros era possível entender o que se passava na tela enquanto Red Alarm era um jogo com gráficos em wireframes, que tornava impossível distinguir as paredes dos espaços abertos. Devido a isso o game era praticamente “injogável”.

O aparelho que possuía um processador de 32 bits foi superado com muita vantagem pelo Nitendo 64 lançado um ano depois por $199,99.

O Virtual Boy fracassou, assim como muitas outras invenções bizarras como U-force e Power Glove, sendo descontinuado 5 meses após seu lançamento. Hoje em dia um Virtual Boy pode ser encontrado na internet por preços que variam de 200 a 500 dólares.


Rodrigo Silveira

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Controles estranhos

Todo designer sempre busca encontrar as melhores soluções para os problemas que lhes são apresentados no decorrer do projeto, e com videogames isso não é diferente. Em 1972 quando saíram os primeiros videogames, o Pong da Atari e o Odyssey da Magnavox, os jogadores conheceram também os primeiros gamepads da história. Ambos utilizavam controladores giratórios para mover as raquetes do jogo. Por serem os primeiros videogames, tanto os aparelhos quanto os seus controles eram completas novidades na época. Mas os anos se passaram e novos meios de se jogar foram desenvolvidos, entre os quais tivemos poucos sucessos e muitos fracassos.
Nintendo 64 com microfone do Hey you, Pikachu!

Uma grande parte dos controles mais bizarros já inventados foram desenvolvidos pela Nintendo, que sempre tentou criar dispositivos inovadores. Algumas de suas tentativas foram bem-sucedidas, como o Wii Remote, porém outras passaram longe disso, como é o caso do microfone para o game Hey You Pikachu. O jogo de 1998 vinha acompanhado de um microfone que deveria ser utilizado pelo jogador para dizer comandos de voz para o Pikachu. O game seria interessante se não fosse o fato do jogador ser obrigado a usar comandos de voz que não funcionavam corretamente, para jogar.

Mindlink em exposição

Outra empresa que tentou apresentar um controle à frente de seu tempo, mas que também não foi bem-sucedida, foi a Atari. Em 1984 ela mostrou ao público o Mindlink. Utilizando-se do sucesso do tema Ficção Científica que estava em alta na época, o estranho dispositivo consistia em uma bandana especial que seria capaz de transformar os pensamentos do jogador em comandos nos games. Ficou óbvio que tudo não passava de uma jogada de marketing, e a real função do Mindlink era usar o movimento das sobrancelhas para realizar simples comandos nos únicos três games que foram lançados para o gadget: Bionic Breakthrough (uma versão do clássico Breakout de 1976), Telepathy (um game de plataforma que lembra um pouco Pitfall) e Mind Maze(um jogo estranho baseado na teoria da percepção extra-sensorial).

Uforce com os acessórios 

Como dito anteriormente as desenvolvedoras de videogames sempre tiveram uma certa fascinação por tecnologias dignas de filmes de ficção científica, e o microfone do Hey U Pikachu e o Virtual Boy não foram as únicas tentativas de se revolucionar o modo jogar. Muitos anos antes do lançamento Wii ou do Kinect, em 1989 a Broderbund, empresa responsável por publicar o primeiro game de Will Wright (Sim City) Raid on Bungeling Bay, lançou o U-force. Com o formato de um laptop com detectores de movimento nos lugares onde ficariam o teclado e a tela, o dispositivo para NES, podia ser usado de três modos diferentes dependendo qual foi o jogo escolhido.


Quando estava completamente aberto, num ângulo de 180º cada lado realizava um comando diferente, através de um sensor que capturava o movimento das mãos sobre o aparelho e podia ser usado em games como Mario Bros. Mas quando o U-force estava aberto como um notebook podia ser usado com um sensor extra chamado Power Bar, que era usado para aumentar a largura da área de detecção para o jogo de boxe Punch-Out. Outra forma de se usar o aparelho era com um controle em formato de manche que deveria ser encaixado na base do dispositivo para ser usado em games de corrida. No fim das contas U-force era um controle muito ruim, mas não por ser uma ideia ruim e sim por tentar fazer coisas que somente se tornaram capazes há poucos anos com o Kinect e o com o Leap Motion.

Rodrigo Silveira

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Philips CD-i, o pior videogame da história

Quando se pensa em videogames, imediatamente as pessoas lembram de consoles como Playstation, Xbox, mas o mercado de videogames não é composto somente de sucessos. Durante todos esses anos diversas empresas criaram os próprios aparelhos a fim de entrar nesse mercado bilionário, mas muitas fracassaram miseravelmente, como é o caso da Philips com o console CD-i. Este foi desenvolvido em parceria com a Sony e lançado no ano de 1991, três anos antes do primeiro Playstation, porém a proposta do console não era ser somente uma ferramenta para se jogar, mas também uma central multimídia. Esta foi uma proposta muito avançada para uma época em que jogos ainda vinham em cartuchos, e filmes em fitas VHS.

O CD-i teve poucos jogos mas contou com títulos de franquias famosas, como Mario e Zelda, mas que não foram desenvolvidos pela Nintendo e sim pela própria Philips. Devido a isso a qualidade dos jogos do CD-i era bem inferior à dos jogos do Super Nintendo.

No caso da série Zelda, esta teve três títulos lançados para o aparelho, entretanto eles eram completamente diferentes dos jogos mais conhecidos da franquia. Eles se chamavam Link: The Faces of Evil, Zelda: The Wand of Gamelon e Zelda's Adventure. Os dois primeiros jogos foram lançados simultaneamente no dia 10 de outubro de 1993, e apresentavam uma mecânica de plataforma, algo até então nunca visto na franquia Zelda. Já último lançou no dia 20 de junho de 1994, menos de um ano depois. Outra questão curiosa é que os dois últimos jogos invertem o padrão da franquia, por serem jogos onde Link precisa ser resgatado pela princesa Zelda.

Mario por sua vez só teve um jogo para o CD-I e que foi tão bizarro quanto os de Zelda, Hotel Mario, no qual o bigodudo somente tinha que ficar fechando portas em hotéis cujo Bowser era o dono.
O aparelho possuía vários tipos de controles diferentes, sendo um pior que o outro em todos os sentidos. O que vinha com o videogame tinha a aparência de um controle de TV com um joystick que era tão problemático quanto o do controle do Nintendo 64.

Depois de 8 anos e quase 20 modelos diferentes do CD-i (considerando também os que não tem função de videogame) a Philips descontinuou o aparelho que ficou conhecido como um dos piores videogames da história.

Rodrigo Silveira