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domingo, 20 de setembro de 2015

Sony abre vagas de emprego para um novo estudio focado em realidade virtual.



Rebatizado durante a Tokyo Game Show há alguns dias, o antigo Project Morpheus, o óculos de realidade virtual da Sony teve seu nome oficial divulgado, PlayStation Vr.
Como um dos pontos fortes da Sony sempre foi a produção e desenvolvimento de jogos exclusivos para suas plataformas, com o PlayStation Vr não seria diferente. Ontem dia 18 de setembro, foram divulgadas vagas de emprego para um novo estúdio situado na cidade de Manchester na Inglaterra, focado no desenvolvimento de jogos para realidade virtual.

O PlayStation Vr não ficará limitado a jogos exclusivos e receberá também títulos já lançados anteriormente, mas refeitos para funcionarem com realidade virtual, da mesma forma que ocorreu com o lançamento do PlayStation Move. Por exemplo o jogo Resident Evil 5 recebeu uma nova versão que era compatível com o controle, o problema é que qualquer um que quisesse jogar o game dessa forma precisaria adquirir a nova versão já que a antiga não era compatível.

Isso não aconteceu com todos os games, porém existe essa possibilidade com o PlayStation Vr pois alguns títulos já lançados foram confirmados como compatíveis com o óculos, como  Ark: Survival Evolved, War Thunder e Project Cars.

Com lançamento previsto para o ano que vem o óculos ainda não teve o seu preço oficial divulgado mas segundo o CEO da Sony, Andrew House, o valor deve ser próximo de $400 dólares que é o preço de um PS4 nos Estados Unidos. 

Rodrigo Silveira 
 

PlayStation Vr.

Fonte: http://jobs.gamasutra.com/company/sony-computer-entertainment-europe-150578


domingo, 23 de agosto de 2015

Consoles fracassados - N-gage



Assim como a Philips em 1991 com o CD-i, muitas empresas do ramo da tecnologia tentaram entrar no mercado de games, algumas optaram por consoles caseiros enquanto outras por portáteis, como é o caso da Nokia que desenvolveu o N-gage. O estranho dispositivo tinha um formato não igual, mas que lembrava um pouco um dos principais portáteis da época o Game Boy Advance.

O N-gage teve uma enorme campanha de marketing, sendo um dos principais assuntos nas revistas especializadas em games no ano de 2003 pelo motivo ser um dispositivo que tinha muitas funções extras, podendo ser comparado a Pda’s. Sendo capaz de enviar e-mails, navegar na internet, reproduzir musicas em mp3, além de realizar chamadas telefônicas. As expectativas para o N-gage eram muitas altas pois já fazia alguns anos que os amantes da tecnologia estavam aguardando um device multitarefas e muitos acharam que o N-gage seria esse.

No quesito hardware o aparelho já era mais aceitável, contando com um processador de 104 MHz e com 3.4mb de memória ram, uma configuração bem alta para a época, mas que não foi muito bem aproveitado. Esse processador era capaz de executar games em 2D com facilidade, mas como as desenvolvedoras queriam produzir games em 3D estes não eram tão bem executados no portátil.

Ao contrário do esperado o aparelho não foi um sucesso e um dos principais motivos é o fato de ele não ser bom na hora de executar as suas duas principais funções. O formato do aparelho não contribuía para um bom uso em chamadas telefônicas, uma vez que ele não se encaixava bem na mão quando usado na vertical. Outro ponto fraco do N-gage era o encaixe dos jogos, que diferente do Game Boy, o slot para os games ficava localizado do lado da bateria, sendo necessária a remoção da tampa traseira e da bateria para se colocar um jogo, algo que foi corrigido com o lançamento do seu sucessor o N-gage QD.

Apesar de ser capaz de executar games famosos e em 3d como Tomb Raider, o N-gage era extremamente caro, custando 299 dólares no seu lançamento enquanto o seu concorrente o Gameboy Advance SP, lançado no mesmo dia, custava apenas 99 dólares.

Além do preço e da concorrência a falta de jogos foi um dos fatores que contribuíram para o fracasso do portátil da Nokia.  Ele tinha um total de 64 jogos feitos para ele, mas sendo boa parte deles difíceis de encontrar.  

O N-gage foi descontinuado em 2006 e dois anos despois Nokia criou uma loja games para os seus novos smartphones, o N-Gage service.

O aplicativo disponibilizava jogos para celulares com o sistema operacional Symbian e ficou funcionamento até setembro de 2010, quando a marca N-gage foi extinta.

Rodrigo Silveira
Primeira versão do N-gage


 
N-gage QD

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Controles estranhos

Todo designer sempre busca encontrar as melhores soluções para os problemas que lhes são apresentados no decorrer do projeto, e com videogames isso não é diferente. Em 1972 quando saíram os primeiros videogames, o Pong da Atari e o Odyssey da Magnavox, os jogadores conheceram também os primeiros gamepads da história. Ambos utilizavam controladores giratórios para mover as raquetes do jogo. Por serem os primeiros videogames, tanto os aparelhos quanto os seus controles eram completas novidades na época. Mas os anos se passaram e novos meios de se jogar foram desenvolvidos, entre os quais tivemos poucos sucessos e muitos fracassos.
Nintendo 64 com microfone do Hey you, Pikachu!

Uma grande parte dos controles mais bizarros já inventados foram desenvolvidos pela Nintendo, que sempre tentou criar dispositivos inovadores. Algumas de suas tentativas foram bem-sucedidas, como o Wii Remote, porém outras passaram longe disso, como é o caso do microfone para o game Hey You Pikachu. O jogo de 1998 vinha acompanhado de um microfone que deveria ser utilizado pelo jogador para dizer comandos de voz para o Pikachu. O game seria interessante se não fosse o fato do jogador ser obrigado a usar comandos de voz que não funcionavam corretamente, para jogar.

Mindlink em exposição

Outra empresa que tentou apresentar um controle à frente de seu tempo, mas que também não foi bem-sucedida, foi a Atari. Em 1984 ela mostrou ao público o Mindlink. Utilizando-se do sucesso do tema Ficção Científica que estava em alta na época, o estranho dispositivo consistia em uma bandana especial que seria capaz de transformar os pensamentos do jogador em comandos nos games. Ficou óbvio que tudo não passava de uma jogada de marketing, e a real função do Mindlink era usar o movimento das sobrancelhas para realizar simples comandos nos únicos três games que foram lançados para o gadget: Bionic Breakthrough (uma versão do clássico Breakout de 1976), Telepathy (um game de plataforma que lembra um pouco Pitfall) e Mind Maze(um jogo estranho baseado na teoria da percepção extra-sensorial).

Uforce com os acessórios 

Como dito anteriormente as desenvolvedoras de videogames sempre tiveram uma certa fascinação por tecnologias dignas de filmes de ficção científica, e o microfone do Hey U Pikachu e o Virtual Boy não foram as únicas tentativas de se revolucionar o modo jogar. Muitos anos antes do lançamento Wii ou do Kinect, em 1989 a Broderbund, empresa responsável por publicar o primeiro game de Will Wright (Sim City) Raid on Bungeling Bay, lançou o U-force. Com o formato de um laptop com detectores de movimento nos lugares onde ficariam o teclado e a tela, o dispositivo para NES, podia ser usado de três modos diferentes dependendo qual foi o jogo escolhido.


Quando estava completamente aberto, num ângulo de 180º cada lado realizava um comando diferente, através de um sensor que capturava o movimento das mãos sobre o aparelho e podia ser usado em games como Mario Bros. Mas quando o U-force estava aberto como um notebook podia ser usado com um sensor extra chamado Power Bar, que era usado para aumentar a largura da área de detecção para o jogo de boxe Punch-Out. Outra forma de se usar o aparelho era com um controle em formato de manche que deveria ser encaixado na base do dispositivo para ser usado em games de corrida. No fim das contas U-force era um controle muito ruim, mas não por ser uma ideia ruim e sim por tentar fazer coisas que somente se tornaram capazes há poucos anos com o Kinect e o com o Leap Motion.

Rodrigo Silveira